A primeira rodada de negociação do reajuste do Piso Salarial Estadual de Santa Catarina teve como destaque uma análise de conjuntura favorável à classe trabalhadora.
Segundo a supervisora técnica do Dieese/SC, Crystiane Peres, o cenário econômico sustenta a reivindicação de reajuste integral do INPC com aumento real de 5% para as quatro faixas do piso em 2026.
As negociações, realizadas há 16 anos entre representantes das centrais sindicais, federações e da Fiesc, buscam definir o novo valor com vigência a partir de 1º de janeiro.
Durante a análise, Crystiane ressaltou que o mercado de trabalho catarinense apresenta o melhor nível de emprego da série histórica e que a economia do estado cresce acima da média nacional.
Foram citadas ainda medidas do governo federal, como o Novo PAC, a política de valorização do salário mínimo, a ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e a redução progressiva do tributo para salários de até R$ 7.350.
O economista do Dieese, Daniel Monte Cardoso, reforçou o bom desempenho da economia catarinense, com crescimento do PIB e das exportações, mesmo diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Já o setor patronal manifestou preocupação com os impactos dessas tarifas, especialmente nos segmentos de madeira e móveis, argumentando haver sinais de desaceleração econômica.
A rodada de negociação contou ainda com a participação do superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Paulo Eccel.
O diretor da NCST-SC, Moacir Effting, representou a entidade.






